Quantos foram?
Milhares.
Perdi a conta dos olhares
gastos sem preceito
aceitos por lugares estreitos
sem a mínima (dor)
ficou só o (pó).
Agora foi diferente...
Ora me vejo carente,
ora uma ova: MULHER
Independente e só!
Quero sair desse beco
tomar um erro como possibilidade
de já te-lo gasto.
Estou passando as horas
me convencendo de que foi ótimo,
nem que seja só pra não me arrepender.
Estou mentindo as mesma mentiras que ouvi de você!
E acho bom que tudo isso tenha acontecido
Assim me torno mais sucinta,
mais sabida, sapiente, mais auto-consciente
Nunca guardei rancor.
Não vou começar hoje.
Mantenho nos olhos a cor
de quem me amou rangendo os dentes.
Tudo isso só pra ter de cor
a lição tomada.
Pra não cair de novo
sem estar preparada.
Morro de medo de altura,
mas não deixo de subir.
Odeio gente que se exibe
e nem por isso paro de aplaudir.
Só pra ver até onde vai meu limite.
Pra sentir até quando vou aguentar
que você me irrite.
pra doer um pouco mais
antes de deixar você no cais,
a mercê da maré
enquanto eu me embrenho na mata
do continente firme.
Carola Bitencourt
25/08/2011
25 de ago. de 2011
21 de ago. de 2011
Não me arrependo do que faço
mais
se correr atrás é humilhação pra vc,
yo lo siento, pero
meu desespero é não sentir!
Se tudo que faço é descabido
o motivo é não caber em mim,
me sobra.
me trinca a casca
me abre a membrana
me lembra da parte humana
do mundo.
Se o que não sou desagrada
o que agrego é mais
sustento
Tento, tento, tento.
Sou Janis sem Jimi
sou preguiça sem vício
sou gelo que não derrete.
sua dormência só me traz
esforço.
Sua indiferença vai me dar mais gosto.
E o gesto será sadista
quando não for por prazer.
A independência que busco
não tem satisfação.
A criatura que uso
não tem falsa intenção.
Você vai, Eu fico
"Back to Black"
Sem medo de doer.
Meu ser, sou eu
sou roxa, pintada
Sou sarda estrela
céu de madrugada...
Carola Bitencourt
20/08/11
mais
se correr atrás é humilhação pra vc,
yo lo siento, pero
meu desespero é não sentir!
Se tudo que faço é descabido
o motivo é não caber em mim,
me sobra.
me trinca a casca
me abre a membrana
me lembra da parte humana
do mundo.
Se o que não sou desagrada
o que agrego é mais
sustento
Tento, tento, tento.
Sou Janis sem Jimi
sou preguiça sem vício
sou gelo que não derrete.
sua dormência só me traz
esforço.
Sua indiferença vai me dar mais gosto.
E o gesto será sadista
quando não for por prazer.
A independência que busco
não tem satisfação.
A criatura que uso
não tem falsa intenção.
Você vai, Eu fico
"Back to Black"
Sem medo de doer.
Meu ser, sou eu
sou roxa, pintada
Sou sarda estrela
céu de madrugada...
Carola Bitencourt
20/08/11
15 de ago. de 2011
E todos os planos que ficaram sem realizar-se?
Vão pruma gaveta, são guardados, mas nunca esquecidos.
E as promessas de amor eterno?
Continuam! A forma de amar é a que muda.
E as gargalhadas acompanhadas?
Tornam-se um risinho tímido, mas gostoso, lembradas sozinho.
E o beijo quente, arrepio apaixonante?
Viram abraço apertado e um carinho reconfortante.
Que dizer da sua lembrança que não arreda pé?
Me deixa nostálgica
arrecadando memórias
dentro da minha rouca rapidez em esquecer...
Talvez um dia,
tudo não passe de mágica
e a rotina que nos desmascarava o encanto
possa revirar nossa consciência
Talvez já não nos vejamos tanto
e a dor de não poder cuidar
seja nada mais que um motivo pra cuidar de não deixar doer
Amo saber que o amor existe
que o dei a você
que um dia seremos os amigos que até agora a paixão não nos deixou ser...
Carola Bitencourt
15/08/11
Vão pruma gaveta, são guardados, mas nunca esquecidos.
E as promessas de amor eterno?
Continuam! A forma de amar é a que muda.
E as gargalhadas acompanhadas?
Tornam-se um risinho tímido, mas gostoso, lembradas sozinho.
E o beijo quente, arrepio apaixonante?
Viram abraço apertado e um carinho reconfortante.
Que dizer da sua lembrança que não arreda pé?
Me deixa nostálgica
arrecadando memórias
dentro da minha rouca rapidez em esquecer...
Talvez um dia,
tudo não passe de mágica
e a rotina que nos desmascarava o encanto
possa revirar nossa consciência
Talvez já não nos vejamos tanto
e a dor de não poder cuidar
seja nada mais que um motivo pra cuidar de não deixar doer
Amo saber que o amor existe
que o dei a você
que um dia seremos os amigos que até agora a paixão não nos deixou ser...
Carola Bitencourt
15/08/11
7 de ago. de 2011
Todo fim é um novo recomeço. Melhor aquele que sai sem saber pra onde, do que aquele que fica esperando a onda varrê-lo. Bom saber que toda maré bate na areia certa. Só bate porque a força é necessária pra moldar os cacos, os rastros, os grãos e as peles.
Falando em pele: viram poeira. Metade do que vc joga no lixo, quando limpa a casa, é pedaço seu que já foi descartado. O corpo se renova até não ter mais força e tornar-se senil. O cérebro (se vc deixar) não se perde nunca. Tenho certeza que mesmo os esclerosados continuam pensando, vc pode não concordar com eles, mas que eles pensam, pensam!
Vou gastar toda a massa encefálica que tenho até que toda ela vire massa cinzenta! Sou só núcleo, sou só o principal, e os detalhes me fazem o todo.
Sentir é tudo que tenho. Não vou desistir! O mundo é mesmo a merda que escondem de vc quando inocente e novo. O simples fato de me conhecer me faz ter esperanças de que há melhor por vir! Sempre admiti minhas fraquezas e só isso já me faz mais forte. Não me faz mais desejável porque a maioria se assusta com os realistas. A evolução é dolorosa. Imagine um bicho que, peixe, começa a ter pernas. Se isso não doeu, a anestesia criada pelos “humanos” foi só um paliativo.
Gostaria (do auge da minha incredulidade) que alguém concordasse mais com esse texto do que com todos os outro, mas pra me fazer clara preciso de um USB cravado na nuca e um HD de milhões de megas acoplado.
Espero sinceramente que o que escrevo sirva pra mais alguém além do meu ego e do meu diálogo solitário e sadio. Que os poucos que visitam essa página tenham aproveitado tudo que tento oferecer e continuem. Que não sejamos, nós que ainda lemos, os mais escrotos, os mais egoístas, os mais pra dentro, ao invés de intro-expectativos.
Esse texto não tem estética, não tem a função de ser admirável nem de me fazer admirada pela qualidade da escrita, nem de criar curiosidade.
Tem a função de desabafar o que ninguém vai entender e ainda assim precisa ser dito.
Cansei da ditadura da qualidade, pela crítica absurda que faço com tudo a minha volta e principalmente com o meu interno.
Quero entender o direito de ler, ou não ler, que vc tem quando clica no link que eu publico. Quero esquecer que a gramática mudou e vamos ter que fazer a 1° série de novo só por isso.
Fiz um blog porque tinha coisas a dizer, mesmo que não fossem escutadas. Porque quero expor a qualidade de ser franca! Fiz um blog pra mim, e agradeço por vc compartilhar da minha maior pureza!
Cheguei na hora! Estou aqui e não arredo pé até que todos queiram a perfeição como objetivo, mesmo que inalcançável! Não aceito menos que o melhor, podemos fazer muito mais do que isso! Basta não se sentir o único no mundo!
Falando em pele: viram poeira. Metade do que vc joga no lixo, quando limpa a casa, é pedaço seu que já foi descartado. O corpo se renova até não ter mais força e tornar-se senil. O cérebro (se vc deixar) não se perde nunca. Tenho certeza que mesmo os esclerosados continuam pensando, vc pode não concordar com eles, mas que eles pensam, pensam!
Vou gastar toda a massa encefálica que tenho até que toda ela vire massa cinzenta! Sou só núcleo, sou só o principal, e os detalhes me fazem o todo.
Sentir é tudo que tenho. Não vou desistir! O mundo é mesmo a merda que escondem de vc quando inocente e novo. O simples fato de me conhecer me faz ter esperanças de que há melhor por vir! Sempre admiti minhas fraquezas e só isso já me faz mais forte. Não me faz mais desejável porque a maioria se assusta com os realistas. A evolução é dolorosa. Imagine um bicho que, peixe, começa a ter pernas. Se isso não doeu, a anestesia criada pelos “humanos” foi só um paliativo.
Gostaria (do auge da minha incredulidade) que alguém concordasse mais com esse texto do que com todos os outro, mas pra me fazer clara preciso de um USB cravado na nuca e um HD de milhões de megas acoplado.
Espero sinceramente que o que escrevo sirva pra mais alguém além do meu ego e do meu diálogo solitário e sadio. Que os poucos que visitam essa página tenham aproveitado tudo que tento oferecer e continuem. Que não sejamos, nós que ainda lemos, os mais escrotos, os mais egoístas, os mais pra dentro, ao invés de intro-expectativos.
Esse texto não tem estética, não tem a função de ser admirável nem de me fazer admirada pela qualidade da escrita, nem de criar curiosidade.
Tem a função de desabafar o que ninguém vai entender e ainda assim precisa ser dito.
Cansei da ditadura da qualidade, pela crítica absurda que faço com tudo a minha volta e principalmente com o meu interno.
Quero entender o direito de ler, ou não ler, que vc tem quando clica no link que eu publico. Quero esquecer que a gramática mudou e vamos ter que fazer a 1° série de novo só por isso.
Fiz um blog porque tinha coisas a dizer, mesmo que não fossem escutadas. Porque quero expor a qualidade de ser franca! Fiz um blog pra mim, e agradeço por vc compartilhar da minha maior pureza!
Cheguei na hora! Estou aqui e não arredo pé até que todos queiram a perfeição como objetivo, mesmo que inalcançável! Não aceito menos que o melhor, podemos fazer muito mais do que isso! Basta não se sentir o único no mundo!
27 de jun. de 2011
Não tenho medo de sangrar
Nem de doer
Tenho pavor da ideia de ceder à culpa
De me recompor oca
De não poder usar por não saber como funciona
Não fujo a cada cara feia
Não tenho medo de grito,
Muito embora os deteste
como a um indigno inimigo ambíguo
não economizo falha a ser testada
digo sem dó a piedade que sinto
caçoo do que me corrói
antes que me coma por dentro
e jamais me entrego
ao que já conheço.
Me estresso, me esforço
Esgarço as possibilidades
Não finjo, não nego,
Sou devez e não me escravizo
Quero paz
E por isso brigo!
Carola Bitencourt
27/06/2011
Nem de doer
Tenho pavor da ideia de ceder à culpa
De me recompor oca
De não poder usar por não saber como funciona
Não fujo a cada cara feia
Não tenho medo de grito,
Muito embora os deteste
como a um indigno inimigo ambíguo
não economizo falha a ser testada
digo sem dó a piedade que sinto
caçoo do que me corrói
antes que me coma por dentro
e jamais me entrego
ao que já conheço.
Me estresso, me esforço
Esgarço as possibilidades
Não finjo, não nego,
Sou devez e não me escravizo
Quero paz
E por isso brigo!
Carola Bitencourt
27/06/2011
20 de abr. de 2011
Rio de poucos
navegado, cateto
na geometria ordinária
come sagrada orgia
caleja mãos sangradas
no teor escravocrata do dia
Engana a impressão
vista refletida
no impresso físico em p&b
Trazendo a gana
pro objetivo subjetivo obscuro
favorecedor dos podres possuídos
Praguejando a mandinga redentora
encrostando nas bordas da cultura natural
a pedra filosofal europeia
criando encanamentos vazantes
na calha do cérebro informante
dos indivíduos que obedecem ao poderoso dono dos sentidos.
Indiretas são setas fluorescentes
indicando o inconsciente da massa
na mesma direção, disfarçando
a opressão com benefícios.
Planos, saúde, seguros, ajudas de pouco uso,
suadas e ganhas a muito custo.
É justo??
Até quando a caverna será nossa morada,
nosso exemplo, nossa condição?
Se Cristo morreu, não o matei.
Pago meus erros e confio no poder da Lei.
De acordo com o pronome EU = NÓS
e mais ninguém.
Acordo batendo panelas
pra que o outro igual se compreenda merecedor
do que não tem.
Sei que o poder dos muitos
quebra mitos
não minto!
Há de haver solução
para o que essa salada
miscigenada de nação
criou sem prevenção.
Que entre em ação
a coragem de lutar
por tudo o que é de direito
com respeito ao futuro cidadão!
Já é hora!!
Carolina Bitencourt
16/04/2011
navegado, cateto
na geometria ordinária
come sagrada orgia
caleja mãos sangradas
no teor escravocrata do dia
Engana a impressão
vista refletida
no impresso físico em p&b
Trazendo a gana
pro objetivo subjetivo obscuro
favorecedor dos podres possuídos
Praguejando a mandinga redentora
encrostando nas bordas da cultura natural
a pedra filosofal europeia
criando encanamentos vazantes
na calha do cérebro informante
dos indivíduos que obedecem ao poderoso dono dos sentidos.
Indiretas são setas fluorescentes
indicando o inconsciente da massa
na mesma direção, disfarçando
a opressão com benefícios.
Planos, saúde, seguros, ajudas de pouco uso,
suadas e ganhas a muito custo.
É justo??
Até quando a caverna será nossa morada,
nosso exemplo, nossa condição?
Se Cristo morreu, não o matei.
Pago meus erros e confio no poder da Lei.
De acordo com o pronome EU = NÓS
e mais ninguém.
Acordo batendo panelas
pra que o outro igual se compreenda merecedor
do que não tem.
Sei que o poder dos muitos
quebra mitos
não minto!
Há de haver solução
para o que essa salada
miscigenada de nação
criou sem prevenção.
Que entre em ação
a coragem de lutar
por tudo o que é de direito
com respeito ao futuro cidadão!
Já é hora!!
Carolina Bitencourt
16/04/2011
23 de mar. de 2011
Quero tanto abraço
quanto braço forte,
tenho vontade de laço
do jeito que vejo o front.
Sem concha até justifico.
Mas, sem cumplicidade
busco mais longe.
Não deixe de ser o que me arrebata
ou desata o nó do pingo d’água
na fonte!
Diga qualquer coisa que doa,
só não me doe aos montes.
na seca sou molho de cheiro verde
no úmido sou gado berrante
Quando minha sede se esvai
é quando sai meu grito dissonante
Sinto saudade sua
mesmo se estou do lado
por isso não ignore minha ira
Ela é tudo que tenho
quando não te alcanço.
Carola Bitencourt
24/03/2011
quanto braço forte,
tenho vontade de laço
do jeito que vejo o front.
Sem concha até justifico.
Mas, sem cumplicidade
busco mais longe.
Não deixe de ser o que me arrebata
ou desata o nó do pingo d’água
na fonte!
Diga qualquer coisa que doa,
só não me doe aos montes.
na seca sou molho de cheiro verde
no úmido sou gado berrante
Quando minha sede se esvai
é quando sai meu grito dissonante
Sinto saudade sua
mesmo se estou do lado
por isso não ignore minha ira
Ela é tudo que tenho
quando não te alcanço.
Carola Bitencourt
24/03/2011
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