Rio de poucos
navegado, cateto
na geometria ordinária
come sagrada orgia
caleja mãos sangradas
no teor escravocrata do dia
Engana a impressão
vista refletida
no impresso físico em p&b
Trazendo a gana
pro objetivo subjetivo obscuro
favorecedor dos podres possuídos
Praguejando a mandinga redentora
encrostando nas bordas da cultura natural
a pedra filosofal europeia
criando encanamentos vazantes
na calha do cérebro informante
dos indivíduos que obedecem ao poderoso dono dos sentidos.
Indiretas são setas fluorescentes
indicando o inconsciente da massa
na mesma direção, disfarçando
a opressão com benefícios.
Planos, saúde, seguros, ajudas de pouco uso,
suadas e ganhas a muito custo.
É justo??
Até quando a caverna será nossa morada,
nosso exemplo, nossa condição?
Se Cristo morreu, não o matei.
Pago meus erros e confio no poder da Lei.
De acordo com o pronome EU = NÓS
e mais ninguém.
Acordo batendo panelas
pra que o outro igual se compreenda merecedor
do que não tem.
Sei que o poder dos muitos
quebra mitos
não minto!
Há de haver solução
para o que essa salada
miscigenada de nação
criou sem prevenção.
Que entre em ação
a coragem de lutar
por tudo o que é de direito
com respeito ao futuro cidadão!
Já é hora!!
Carolina Bitencourt
16/04/2011
20 de abr. de 2011
23 de mar. de 2011
Quero tanto abraço
quanto braço forte,
tenho vontade de laço
do jeito que vejo o front.
Sem concha até justifico.
Mas, sem cumplicidade
busco mais longe.
Não deixe de ser o que me arrebata
ou desata o nó do pingo d’água
na fonte!
Diga qualquer coisa que doa,
só não me doe aos montes.
na seca sou molho de cheiro verde
no úmido sou gado berrante
Quando minha sede se esvai
é quando sai meu grito dissonante
Sinto saudade sua
mesmo se estou do lado
por isso não ignore minha ira
Ela é tudo que tenho
quando não te alcanço.
Carola Bitencourt
24/03/2011
quanto braço forte,
tenho vontade de laço
do jeito que vejo o front.
Sem concha até justifico.
Mas, sem cumplicidade
busco mais longe.
Não deixe de ser o que me arrebata
ou desata o nó do pingo d’água
na fonte!
Diga qualquer coisa que doa,
só não me doe aos montes.
na seca sou molho de cheiro verde
no úmido sou gado berrante
Quando minha sede se esvai
é quando sai meu grito dissonante
Sinto saudade sua
mesmo se estou do lado
por isso não ignore minha ira
Ela é tudo que tenho
quando não te alcanço.
Carola Bitencourt
24/03/2011
25 de fev. de 2011
"Minha carne é de carnaval
eu não marco toca!"
Reviro rebuliço tal
"burca a rezbolah"
sou amigo da onça
pintada a ferro e fogo de prata
pulo marchinha
sem dar ré no pedal
jogo confete repentina
faço da serpentina corda naval
arrastando bondes pelos trilhos
teresamos todos na mesma nau.
Now what?
watch me happening!
Repique, pandeiro e tamborim
somebody que sambe, replique
dos folhetos às fotos,
dos coretos aos caretas,
dos clarins às clarinetas:
de sexta à cinza-feira
cada bloco terá
um bocado bem bolado de mim!!
"Meu coração é igual!"
Carola Bitencourt
25/02/2011
Direitos do autor:
Swing de Campo Grande - Novos Baianos
IGOR COTRIM "ENTÃO SACODE ESSA BURCA, QUERO TER VER REZBOLLAH"
eu não marco toca!"
Reviro rebuliço tal
"burca a rezbolah"
sou amigo da onça
pintada a ferro e fogo de prata
pulo marchinha
sem dar ré no pedal
jogo confete repentina
faço da serpentina corda naval
arrastando bondes pelos trilhos
teresamos todos na mesma nau.
Now what?
watch me happening!
Repique, pandeiro e tamborim
somebody que sambe, replique
dos folhetos às fotos,
dos coretos aos caretas,
dos clarins às clarinetas:
de sexta à cinza-feira
cada bloco terá
um bocado bem bolado de mim!!
"Meu coração é igual!"
Carola Bitencourt
25/02/2011
Direitos do autor:
Swing de Campo Grande - Novos Baianos
IGOR COTRIM "ENTÃO SACODE ESSA BURCA, QUERO TER VER REZBOLLAH"
23 de fev. de 2011
21 de fev. de 2011
Ele camaleão
cambaleia dançando instinto
com intuito soturno
de atravessar minha muralha
E consegue sem pressa
Certeiro no ponteiro das horas
sussurradas entre as janelas da alma
e o fechar das portas
Atua feito pluma esvoaçante
em vendaval
cintila brilho nos olhos alheios,
quebra meu último receio
e com a mesa farta
me sacia sobremesa entre os dedos
doce deleite, suspiros e aceites
sem usar manual, cartilha ou receita
traz minha fome de volta,
mesmo quando já estou satisfeita...
Carola Bitencourt
21/02/2011
cambaleia dançando instinto
com intuito soturno
de atravessar minha muralha
E consegue sem pressa
Certeiro no ponteiro das horas
sussurradas entre as janelas da alma
e o fechar das portas
Atua feito pluma esvoaçante
em vendaval
cintila brilho nos olhos alheios,
quebra meu último receio
e com a mesa farta
me sacia sobremesa entre os dedos
doce deleite, suspiros e aceites
sem usar manual, cartilha ou receita
traz minha fome de volta,
mesmo quando já estou satisfeita...
Carola Bitencourt
21/02/2011
14 de fev. de 2011
Perco o sono mil vezes
vou acha-lo onde nunca encontrei nada além de inconsciência,
em todas elas a ausência é certeira
me marca a ferro e fogo frio
com a leveza de uma casca de noz sendo quebrada
Garanto a minha face
mais um dia de fartas olheiras
e ao meu sol matutino
o cansaço dos olhos,
que ainda brilham o sonho interrompido,
pelo zunido berrado ao pé do ouvido.
Maldita pontualidade eletrônica
que não erra vez se quer
a hora de me tirar da cama.
Cato em cada ponto
uma chance de despertar.
mal pára o motorista, atônito,
me vendo descer do ônibus
sem saber direito onde está
o eixo do pé esquerdo
ou o pedaço do calcanhar
deixado na porta da frente
no tropeço de conseguir entrar.
Sigo trôpega as faixas brancas,
tento não sangrar na queda
ledo engano
(quem me dera Ivo),
meu rosto é o primeiro a encarar o cano
de onde eu inteira não me esquivo.
Depois de uma surra de água gelada
acordo pra trabalhar
passo o dia entre dois mundos
de linhas retas, mas não paralelas
transversais sem verso nem rima
e quando a cama novamente me é oferecida
o sono,
com o qual minha batalha foi perdida
gargalha de mim
dando tchau, e começando sua corrida!
Carola Bitencourt
15/02/2011
vou acha-lo onde nunca encontrei nada além de inconsciência,
em todas elas a ausência é certeira
me marca a ferro e fogo frio
com a leveza de uma casca de noz sendo quebrada
Garanto a minha face
mais um dia de fartas olheiras
e ao meu sol matutino
o cansaço dos olhos,
que ainda brilham o sonho interrompido,
pelo zunido berrado ao pé do ouvido.
Maldita pontualidade eletrônica
que não erra vez se quer
a hora de me tirar da cama.
Cato em cada ponto
uma chance de despertar.
mal pára o motorista, atônito,
me vendo descer do ônibus
sem saber direito onde está
o eixo do pé esquerdo
ou o pedaço do calcanhar
deixado na porta da frente
no tropeço de conseguir entrar.
Sigo trôpega as faixas brancas,
tento não sangrar na queda
ledo engano
(quem me dera Ivo),
meu rosto é o primeiro a encarar o cano
de onde eu inteira não me esquivo.
Depois de uma surra de água gelada
acordo pra trabalhar
passo o dia entre dois mundos
de linhas retas, mas não paralelas
transversais sem verso nem rima
e quando a cama novamente me é oferecida
o sono,
com o qual minha batalha foi perdida
gargalha de mim
dando tchau, e começando sua corrida!
Carola Bitencourt
15/02/2011
2 de dez. de 2010
Eu
era
eles.
Tal
talher
talhado,
mulher
miúda
muída.
Colhendo
cólera
coalhada,
barril,
barro,
barriga,
Afável
andrógena
assexuada,
estéril
esfera
estática,
doendo
danando:
Dominada.
Cansei,
caçoei,
consenti,
feliz
falo
falho.
Recomecei.
Respirei,
reagi.
Sarada
sou
sã.
Gritante
gruta
grudada.
Amante
armada
amanhã.
Palavra
perene
pensada,
única
unidade
úmida,
olho,
óleo,
olé.
Seringa,
serpente,
sangue.
Não!
Nunca
nada.
Capa,
cara,
Carpe
Diem,
dose
dia.
Quero
quantos
quintos
péso
poder
pegar.
Sinto
sede
saudável,
ganho
guerras
grandes,
malevolente
marasmo
maquiado,
dentro
desse
ditado.
Carola Bitencourt
21/11/2010
era
eles.
Tal
talher
talhado,
mulher
miúda
muída.
Colhendo
cólera
coalhada,
barril,
barro,
barriga,
Afável
andrógena
assexuada,
estéril
esfera
estática,
doendo
danando:
Dominada.
Cansei,
caçoei,
consenti,
feliz
falo
falho.
Recomecei.
Respirei,
reagi.
Sarada
sou
sã.
Gritante
gruta
grudada.
Amante
armada
amanhã.
Palavra
perene
pensada,
única
unidade
úmida,
olho,
óleo,
olé.
Seringa,
serpente,
sangue.
Não!
Nunca
nada.
Capa,
cara,
Carpe
Diem,
dose
dia.
Quero
quantos
quintos
péso
poder
pegar.
Sinto
sede
saudável,
ganho
guerras
grandes,
malevolente
marasmo
maquiado,
dentro
desse
ditado.
Carola Bitencourt
21/11/2010
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