4 de ago. de 2013

Falar
falhar
arfar
afanar
foice
do feito.
Verbo
vazado
haste
afeto
fertilizado
em fonte
fadada
ao vórtice
do corte
sanado
no centro
do ceio
razoável
vez ou outra
aprazível
abrangência
ciência
sucinta
infinda
na face
foz
feita
em fonema
imagem
emblema
significado
cadência
de tema
amaciado
no leito
no peito
apertado
no lema
calado
quente
quietado
querido
quarado
no sol
do sou
do sois
nós
noz torta
a orca
work
wonder
how to get it
ao gueto ir
içar
sadio
ditado
até
o jeito
dormir
sono
certo
sabido
proveitoso
e suficiente.

Carola Bitencourt
03/08/2013

Olhar no espelho
e querer beijar-se
bocejar o externo
tracejar silhueta
ser esperta em dispensar
a estreita repetição
Pedir somente o que se põe
Entre o céu e o chão
do seu próprio sistema
gravitacional e sereno
umidificado na unidade
nada seca
fada quase
in case: foda-se
caso de fala
poder de sexo forte
o seu, em falo
que tem mais que o básico
batizado na reza branda
folha de transparência
copiado no desenho já metrado
do quadradinho mensurado
na mesura da matéria materna e comum
como num melhor maquinário descrito por esfera e etc.; ...

Vociferado em seguir o segundo continuado
por pura falta de apurar
a partida solta na pátria do próprio país...
seus pais te deram toda base
e nesse passe de serpente
paço vira rastro onde
esconderijo não se tem.
Até que se chegue ao cio
do cérebro
e nele ovular a congruência
da espécie congratulecente
(essa palavra estava gravidada)
nascendo mesma inquietude dessabida
entre a sapiência de repartir
e a multiplicidade de nem sempre dividir.
Vira mais velocidade
a quantidade intencionada,
que trazida qualidade,
no teor da palavra usada
enquanto a idade sobra
e as horas do dia faltam
quando a borda da mente exorta
capacidade do tratado
corta.
Ante a infinitude do dicionário
cientificamos a conformidade
em não achar limite,
incluímos a sorte
na matemática exata
E abraçamos a parte
que já se perdeu na concreta crença
cédula da moeda trocada
em valor de taxa
mitocôndria hipocondríaca.
Se o falo te falta
falha mais que o fatídico básico
se a folha te fala
forma abastada satisfação.
Posso dizer
sempre melhor não se render
entender a postura zerada
de saciar você mesmo
 este ente
enternecido no merecido ser completo!

Nota ao pé da página
_ Normalmente textos menores são mais lidos...
Lido com a vontade
disparada na ponta dos dedos
por isso, nada digo
que não seja o mínimo
suficiente compreendido
ante face da ausente
necessidade de um umbigo_

Carola Bitencourt
03/08/2013

29 de jul. de 2013

Mania de rimar me mata
Ata uma estancada criativa
desvia atenção e mantém
aquela maneira cativa
de rimando o vício
mimar poesia de vai-e-vem
Virtuosidade saturada
mesmice de fazer o fácil
indócil
caneta calibrada na palma
dedo viçoso treinado
Nada mais se faz novo
Tudo é parte do todo
Esmerilhado no costume
de macerar letra no entorno
da página já esculpida
nessa lida árdua da escrita
que hora sangra feito jorro
hora pára gotejando suor socorrido
à piedade do próprio corpo
escorrendo pelo sentido
de rimar mais um pouco.

Carola Bitencourt
22/07/2013

19 de jul. de 2013


Já houve momento histórico e gente mais interessada em regurgitar a podridão engolida por obrigatoriedade, socada a golpes de democracia goela abaixo.
Democracia. Palavra concreta. Sentido desconexo.
Enquanto a maioria burra escolhe o presente empobrecido por um complexo de inferioridade, onde se sentem não merecedores de direitos básicos e se trancam nessa ignorância arraigada em séculos de escravidão, que ainda perdura no interno de seus cernes, os mais astutos se enrolam na incapacidade, ou na falta de falácia, para repassar o entendimento de qualquer consciência existente aos menos favorecidos de informação.
E é nesse embaraço social, que não chegou ao cume do caos, que alguns poucos acordam pra gritar vaia no vão do coletivo.
Incrédula, sem esperança de melhora imediata, penso que será necessário chegar a uma calamidade ainda maior pra que esse tal gigante se levante das pedras portando sangue suficiente pra extrair a obrigação moral dos governantes ou subtraí-los de suas posições.
Enquanto a unidade for estrábica, continuaremos nessa marcha estática, cansando as pernas e gastando a garganta à toa.

Carola Bitencourt
19/07/2013

23 de mai. de 2013


"ando tão a flor da pele",
e ao mesmo tempo tão dentro da casca
costurando minhas moleiras
pra não cair no esmo do mito
pairando pela beira do morro
matando o cisco do olho
com sal, cimento e sentido
o grito do cão ecoou
escoando a sombra da noite
desejando o solstício
manhã se apresenta sucinta
suspeitando a serra subida
"besteira qualquer, nem choro mais,
só levo a saudade morena",
e meus pés no vento que vem
da mesma matéria oxidada
do mesmo tema maciço
sambando no tempo temido
quarando as bocas no sarau
molhando as línguas no mel
derretendo a vista no cal
sol me beija carinhoso
o dorso, o rosto, a cara e a face
satura meu sonho de paz
materializa a sorte
me acode, me traz
de volta
voraz!

Carola Bitencourt
23/05/2013

27 de fev. de 2013


Veio aquela voz
que diz não;
e na cabeça soou: agora!
quando tudo parece sem efeito
o suspeito satisfeito te retrai na foz
faz tanta corda sem preço
que toda razão de ser se dá esquecida
nessa regurgitada antropofagia
se afasta a doce alegria
de nascer fiada alergia
e o que se tem é
nada mais que trocentas mornas filosofias
do que se deve, se teme, ou se deveria.

Carola Bitencourt
27/02/2013

1 de fev. de 2013

Pela pele pulo
pala de apelo em lupa
grito sussurro surdo
Falo a falta que faz
Por poder pedir a poda
de mais uma mina irmã
explodindo ao explorar explicação
Ouço e caçôo dos conselhos
que espelhos perplexos perfilam
entupindo meu tímpano
me dando o dano da anedota:
"Creia, Carola, querida
existe um exigente gentil
pra parar sua procura!"
Dizem desdenhando condizentes
com o calo que cala o colo.
Minha mania maneirada
contendo o canto tencionado
nessa sanada sede sedentária.
Repito o pitaco partido:
Serei sã certamente
em manhã sem mãe ou manha
só sentirei sátira soltada
na cara corada no couro colorido
de dúvida vivida dividida.
Pretendo perder o preterido
enquanto o tanto for taciturno
Prefiro furar-me a ferida
do que parafrasear aparência pró-ferida.

Mantenham-me minada, amigos
ao menos nos menores momentos
Tenho tido tantos motivos
pra travar trato em termos tristes
que se decidisse dizer,
dissuadiria sem suar
sua sapiência paciente.
A um dia de disritmia distante,
tenho direito, de derreter tardia.

Farei força focada em ceifar
a fonte de aflição infinda.
Voltarei voraz valendo a levada
de mãos amadas dadas a mim
Hoje, hajam com jeito
meu sorriso sairá com sorte
duradouro, divertido e verdadeiro!

Carola Bitencourt
01/02/2013