Cafuné Cafona
Vez em quando seu pezinho molhado aparece num canto esquerdo no alto da minha tela, onde posicionei o ícone da rede social.
É uma foto dessas despretensiosas (talvez icônica) tal qual nossas duas tardes passadas num passado presente tipo rede de balançar, onde repouso minha lembrança.
Assim do nada, pairando nesse mar de virtudes virtuais me paira seu marasmo confortável, aquele da companhia calma, serenidade que desejo, e uns pingos de saliva doce pra temperar.
Em algum ponto ficou por lá, naquele feriado gasto na redoma da cama, dividindo o travesseiro, nossa vontade de querer mais.
Mas, acho ainda que pode ser válida uma nova tentativa, outra volta no relógio do tempo perdido. Mais uma sessão de sol no chuveiro e aquelas mordidas no ombro, ou queixo.
Sei lá eu porquê motivo - razão não fica nessas horas, só a circunstância - to nesse looping de cena no interno do olho...
Dê uma piscada se você também quiser criar outras novas vagarosas tardes.
Posso secar seus pés molhados e de repente seguimos mais um pedaço de caminho, assim como quem não quer nada.
;)
Carola Bitencourt
11/04/2016
12 de abr. de 2016
1 de abr. de 2016
não tem a quem chamar
não tem grito que agrave
tem teor de voz que chama
tem alou, to precisando.
tem amigo,
quando interessa
tem vontade
quando há pressa
tem desejo que não interpreta
de onde vem paciência
de onde surge decência
onde se faz a palavra hoje
quando amanhã
é só ausência?
foda-se o gosto
foda-se o sábio
o sádico
é esse
que se aproveita
nessa não tem moral da ESTORIA
nessa se faz a glória sem satisfação
nessa, quem contava
agora não considera
não.
Parabéns!
os entes queridos, escolhidos
na encruzilhada se perguntam:
sãos?
Carola Bitencourt
31/03/2016
não tem grito que agrave
tem teor de voz que chama
tem alou, to precisando.
tem amigo,
quando interessa
tem vontade
quando há pressa
tem desejo que não interpreta
de onde vem paciência
de onde surge decência
onde se faz a palavra hoje
quando amanhã
é só ausência?
foda-se o gosto
foda-se o sábio
o sádico
é esse
que se aproveita
nessa não tem moral da ESTORIA
nessa se faz a glória sem satisfação
nessa, quem contava
agora não considera
não.
Parabéns!
os entes queridos, escolhidos
na encruzilhada se perguntam:
sãos?
Carola Bitencourt
31/03/2016
31 de mar. de 2016
descobri posso não te escrever
e ainda assim ter sido lida
na hora, foi tudo certo
5 5 mais igual
dois parafusos entrando na bucha macia
agora só sei da falta:
não quero!
prefiro a certeza da só
só sei ser suzigna
só sei dar momento
não passo de ar
solto no ventilador
gira gira gira
e agarra cabelo
os pelos não são sábios
os lábios que engolem
pelo mais
são!
cada apelo exato
estranha a graça aranha
a força das raízes
dizem os tortos crespos
tão tantas vezes
inexpressaados
gritam agora o toque mais sensato
o "por favor, tomar no açú-de!"
sai
que
vai
to fora
to sina
em quantas formas
quanto possibilidades hábeis.
bjins, amo
Carola Bitencourt
30/02/16
e ainda assim ter sido lida
na hora, foi tudo certo
5 5 mais igual
dois parafusos entrando na bucha macia
agora só sei da falta:
não quero!
prefiro a certeza da só
só sei ser suzigna
só sei dar momento
não passo de ar
solto no ventilador
gira gira gira
e agarra cabelo
os pelos não são sábios
os lábios que engolem
pelo mais
são!
cada apelo exato
estranha a graça aranha
a força das raízes
dizem os tortos crespos
tão tantas vezes
inexpressaados
gritam agora o toque mais sensato
o "por favor, tomar no açú-de!"
sai
que
vai
to fora
to sina
em quantas formas
quanto possibilidades hábeis.
bjins, amo
Carola Bitencourt
30/02/16
29 de mar. de 2016
enquanto eu tinha:
o tudo era tido,
agora o nada
faz pouco sentido
Quem sentava à mesa
já não regozija
quem transparece o riso,
procura cerveja!
enquanto a hora
se esconde no tanto
a sorte se escora
num banjo sem nota
o som de hoje
é tanto quanto cada
e a nata da arte
se transforma em face.
CADÊ a vera?
onde foi parar a foice?
em que momento
se perdeu a fera
quando se transformou
a luz
em noite?
PERGUNTE
não se esqueça
o trauma está
onde se dorme a cabeça.
Carola Bitencourt
28/03/2016
o tudo era tido,
agora o nada
faz pouco sentido
Quem sentava à mesa
já não regozija
quem transparece o riso,
procura cerveja!
enquanto a hora
se esconde no tanto
a sorte se escora
num banjo sem nota
o som de hoje
é tanto quanto cada
e a nata da arte
se transforma em face.
CADÊ a vera?
onde foi parar a foice?
em que momento
se perdeu a fera
quando se transformou
a luz
em noite?
PERGUNTE
não se esqueça
o trauma está
onde se dorme a cabeça.
Carola Bitencourt
28/03/2016
27 de fev. de 2016
porque depois de sábado não tenho compromisso
minha libido não trafega nessa velocidade masculina
não se espaça na saúde biológica psíquica
está exatamente entre a fossa e a foice
entre o nosso e o acoite
nessa vaidade de deveras noite
escura
sem ausência de cor
madura
sem briga pela cota
sem tempo pra convencer o que somos
sem cara pra dizer o atrasado que não te explico!
lo siento, pero
puramente não farei tradução do sentido
desculpa, sem culpa de responsabilidade
quando for real conversaremos em outra língua
e enquanto isso, dessas 6 às 10 discutindo essas todas possibilidades
encontramos todos a delícia de amenidade
que tanto não interessa
quanto não causa prosopopeia
tudo uma edição de contexto
um pre-sabe-este de português correto
de sintaxe no lugar errado
ou de fonética mais atraente que o certo
a gente se cobra
se contorce na cama
não dorme, nem de fato reclama,
tendo lençol, ou pelado no terraço.
depilação é o estrado do colchão sem chama
estamos vivendo ideia
sem acento
compactuamos com a proteção
sem obrigação de relento
o que convencía, era quase um alento
e agora a verdade
tem certeza desse guento
quantas estrofes repetidas
serão necessárias
quantas pontuações farão falta
(?????? ?????????? ????? ?????)
será assim nossa comunicação
é essa sensação a que não pode ser dita?
compreensão causa essa dúvida
tão maldita
ou o meio se fez um laço
sem saída
ou a força bruta é despida
escrevemos pra nenhuma leitura
sobrevivemos pra algum provérbio
se digitamos, ou riscamos
o fato é que nunca lemos
até o fim
Carola Bitencourt
26/02/2016
6 de jan. de 2016
Foram poucas fotos porque o tempo pedia mais ver, que registrar.
Foram poucos dias porque a vontade era de ficar.
Guardei todos os sorrisos e foram milhares:
até de quem não se conhece, num lugar desses, se recebe
Trouxe todos os abraços dados, colhidos, sentidos
e até os que se dá sentado mesmo, na preguiça de levantar
Os presentes em forma de abrigo,
os cuidados em forma de remédio ou de veneno anti-monotonia
As bailadas rodopiadas e leves,
os véus de noite e as brumas serelepes
Risadas, quantas
da bochecha doer e rir colorido ainda mais, mesmo já satisfeita
Tantas trocas de carinho
ajuda, doação,
sensação de pertencimento?
só se for a de reconhecimento
do todos um que somos
do mais um que soma
da sapiência de ser o todo
Foram muitos amores,
reencontrados, criados, em desenvolvimento...
amor de mato, amor ao mato, no mato...
Foi tudo muito, uns poucos nadas (nenhuma tristeza, nenhum arrependimento),
assim como a saudade e a vontade de multiplicar cada pedacinho de tempo
cada conversa batida na varanda, todos os bons minutos, nessa nossa vida séria.
Obrigada a todos pela convivência, experiência e os mergulhos no profundo
de Aldeia Velha!
Carola Bitencourt
06/01/2016
06/01/2016
15 de abr. de 2015
Ser, estar,
poder, evolução, e isso
Tudo aquilo
que dizer não faz
Toda junção
de linha atrás
Desse trazer
sem saco
Dessa sacassão
saturada
Osso de buco
Brucutu sarcástico
Xucro fosso
estratégico
Crosta de
sacro crente
Rente ao
parente desligado
Força de
parada na mão rasgada
Caralho de
quatro
Asa de
malandro cortada
Zarabatana de
serpente alada
E mais...
... ...
Quem souber
a soma
Responda à ré do noves fora:
Ferro
E cante
Antes que
seja jogado ao brejo o sagrado
E sua
ciência se solte pra sorte de quem boceja.
Carola
Bitencourt
14/04/15
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