Esses roucos rasgam a alma
trazem da garganta a ranhura esquecida
na esperança a rima disfarçada de dor
Afeição nas letras, canções
emocionadas poesias descritas
no traste do braço traçado de notas
embrulhando os tímpanos com seda chinesa
criando azeite pra delícia da língua
Música, mística miscelânea
outras vozes que retraem as vértebras
se quebram em teclas na tela.
Eu vi, estou ouvindo.
Carola Bitencourt
19/07/2012
Seal e Dave Matthews cantarem Beattles e John Lenon
19 de jul. de 2012
17 de jul. de 2012
São tantos elos
egos "àflora"
produtos do eco eco,
Eco do mesmo cego
coração,
porão das armas
os cabelos tão gritantes
quanto as vozes
e luzes ofuscantes
reluzionando
um assento circunflexo
Paro por um instante
e temo, o tentar
de parar a rima
pois da velocidade que quero
sai a vontade de
cair, de um alto
pra cima.
Observo as palmas
à frente
dizer atriz efêmera
ais fêmeas
o calor de palma batida
em coro.
A jogada de rosa
no fim do presságio
do-in do aplauso.
Carola Bitencourt
ainda era carol
14/11/2006
egos "àflora"
produtos do eco eco,
Eco do mesmo cego
coração,
porão das armas
os cabelos tão gritantes
quanto as vozes
e luzes ofuscantes
reluzionando
um assento circunflexo
Paro por um instante
e temo, o tentar
de parar a rima
pois da velocidade que quero
sai a vontade de
cair, de um alto
pra cima.
Observo as palmas
à frente
dizer atriz efêmera
ais fêmeas
o calor de palma batida
em coro.
A jogada de rosa
no fim do presságio
do-in do aplauso.
Carola Bitencourt
ainda era carol
14/11/2006
10 de jun. de 2012
ainda há uma aqui dentro que se refaz feito gato
com sete vidas, e umas entre-linhas
tantas dessa mesma que se retrai no precipício
algumas que pulam no impulso
outras que se explodem
em respingos nos is
o quebra cabeças se organiza aqui:
no caminho das letras de certas verdades
que não consigo esconder
galopada em potro
na desordem desse cérebro coxo e sagaz
posso ter ideias corrompidas
ameaças de desprezo pós apresentação
mesmo assim, não morro na praia
tiro sempre minha conclusão
nem pela culatra, nem pelas beiradas
minha virtude é ir direto ao fundo
apneia mental é meu exercício diário
nesse Cão mundo
o que está a minha volta, percebo.
se aos demais lhes vale a cegueira,
sinto muitíssimo obrigada,
a mim só me cabe a verdade!
Carola Bitencourt
10/06/2012
com sete vidas, e umas entre-linhas
tantas dessa mesma que se retrai no precipício
algumas que pulam no impulso
outras que se explodem
em respingos nos is
o quebra cabeças se organiza aqui:
no caminho das letras de certas verdades
que não consigo esconder
galopada em potro
na desordem desse cérebro coxo e sagaz
posso ter ideias corrompidas
ameaças de desprezo pós apresentação
mesmo assim, não morro na praia
tiro sempre minha conclusão
nem pela culatra, nem pelas beiradas
minha virtude é ir direto ao fundo
apneia mental é meu exercício diário
nesse Cão mundo
o que está a minha volta, percebo.
se aos demais lhes vale a cegueira,
sinto muitíssimo obrigada,
a mim só me cabe a verdade!
Carola Bitencourt
10/06/2012
é bom que seja raro
que deixe o dia raso, sem horas suficientes
é melhor se for honesto,
um bocado atraente pelos dentes
seja alto dentre os todos de mesmo tamanho
que seja sentido, pontiagudo e almeje o céu
que dele caia
plumamente papel
com recado
com pecado rente a santidade eterna
encontre nos fios uma trança serena
faça serrote nas idas tornadas vindas
recomeço infindo
cores, ardores e mimos
memórias sem botão delete
no leito de raízes encrostadas na pele
se pudesse ser mais
virar de esquerdo pra perfeito
sem vaias nem força
outra virtude de fora da sorte
servido em pote com cobertura
deliciado derretido pela boca
uma dessas quimeras realistas
relacionadas a palpites certeiros
dosadas sem censura, nem consumismo
é bom que exista,
ou meu tempo aqui jamais termina...
Carola Bitencourt
10/06/2012
que deixe o dia raso, sem horas suficientes
é melhor se for honesto,
um bocado atraente pelos dentes
seja alto dentre os todos de mesmo tamanho
que seja sentido, pontiagudo e almeje o céu
que dele caia
plumamente papel
com recado
com pecado rente a santidade eterna
encontre nos fios uma trança serena
faça serrote nas idas tornadas vindas
recomeço infindo
cores, ardores e mimos
memórias sem botão delete
no leito de raízes encrostadas na pele
se pudesse ser mais
virar de esquerdo pra perfeito
sem vaias nem força
outra virtude de fora da sorte
servido em pote com cobertura
deliciado derretido pela boca
uma dessas quimeras realistas
relacionadas a palpites certeiros
dosadas sem censura, nem consumismo
é bom que exista,
ou meu tempo aqui jamais termina...
Carola Bitencourt
10/06/2012
Me frustro sim! Aceito toda essa sensação de impotência, sei que ela também passa, mas enquanto não passa, consigo um segundo de paz enquanto a descrevo:
Minha frustração vem quando percebo que o engraçado é sempre mais valorizado que o sincero. Que todo o esforço só é reconhecido quando destacado. Ser ordinal é ser sodomizado pelo ego alheio.
Me irrito com facilidade ainda, a diferença é que hoje não grito, engulo porque não vejo motivo em destacar o erro uma vez que esse não será reparado, nem mesmo haverá tentativa de desfaze-lo.
Toda a ação gasta, todo o esforço em se fazer necessário é desnecessário. Quanto mais se dá de si, mais é perdido nos infinitos dos outros. Concordo mais com Simone: "O Inferno Sou Eu", do que com Sartre: "O Inferno São os Outros".
Invejo os egoístas e sua liberdade em não esperar de si mesmo, ou de nenhum externo, o retorno, igualitário, proporcional ou mesmo interno. Invejo os engraçados, com eles ficam todos os olhares admirados. Invejo os 220 volts, desses que acabam fazendo tanta coisa que só tem tempo de reclamar da falta de tempo e nenhum minuto lhes sobra pra observar em volta.
Adoraria também não considerar a aprovação alheia, afinal, os únicos que não a consideram são os que já a possuem.
É muito possível que tudo seja só uma questão de expectativas muito elevadas quando esperadas dessa categoria animal tão perfeitamente perturbada...
Imagino que sejam somente momentos de realidade que me arrebatam pra atacar minha consciência frágil que não acata a convenção de sermos todos tão insignificantes.
Normalmente se termina com uma moral da história que traz alento. Dessa vez, não. Hoje.
Carola Bitencourt
10/06/2012
Minha frustração vem quando percebo que o engraçado é sempre mais valorizado que o sincero. Que todo o esforço só é reconhecido quando destacado. Ser ordinal é ser sodomizado pelo ego alheio.
Me irrito com facilidade ainda, a diferença é que hoje não grito, engulo porque não vejo motivo em destacar o erro uma vez que esse não será reparado, nem mesmo haverá tentativa de desfaze-lo.
Toda a ação gasta, todo o esforço em se fazer necessário é desnecessário. Quanto mais se dá de si, mais é perdido nos infinitos dos outros. Concordo mais com Simone: "O Inferno Sou Eu", do que com Sartre: "O Inferno São os Outros".
Invejo os egoístas e sua liberdade em não esperar de si mesmo, ou de nenhum externo, o retorno, igualitário, proporcional ou mesmo interno. Invejo os engraçados, com eles ficam todos os olhares admirados. Invejo os 220 volts, desses que acabam fazendo tanta coisa que só tem tempo de reclamar da falta de tempo e nenhum minuto lhes sobra pra observar em volta.
Adoraria também não considerar a aprovação alheia, afinal, os únicos que não a consideram são os que já a possuem.
É muito possível que tudo seja só uma questão de expectativas muito elevadas quando esperadas dessa categoria animal tão perfeitamente perturbada...
Imagino que sejam somente momentos de realidade que me arrebatam pra atacar minha consciência frágil que não acata a convenção de sermos todos tão insignificantes.
Normalmente se termina com uma moral da história que traz alento. Dessa vez, não. Hoje.
Carola Bitencourt
10/06/2012
1 de jun. de 2012
8 de mai. de 2012
Quero amor meio dia.
quando o sol dita a vez de responsabilidade
e a saudade sobe a tez sorrateira.
Quero mensagem as 22, marcando a hora pra daqui meia
com um sorriso me vendo descer a rua sem que eu tenha percebido.
Quero ouvir a voz, ao invés de música colada na página do face
o real no caos da ligação humana.
Quero o que acontece de físico
nessa vontade mítica de encolher distâncias.
Quero o aperto tísico do abraço na cama.
Mais atrito íntimo reverberando a parede sólida.
Quero mais do que esse mero conceito de me abrir a porta.
Prefiro a liberdade atual em escolher
quem não vai aquecer minhas costas
e o respeito crescente que tenho por elas
é o que me faz deixa-las descobertas agora.
Sigo concretizando o que creio ser a certeza que me concentra.
Quem sabe no meio do caminho a procura me encontra?...
Carola Bitencourt
08/05/2012
quando o sol dita a vez de responsabilidade
e a saudade sobe a tez sorrateira.
Quero mensagem as 22, marcando a hora pra daqui meia
com um sorriso me vendo descer a rua sem que eu tenha percebido.
Quero ouvir a voz, ao invés de música colada na página do face
o real no caos da ligação humana.
Quero o que acontece de físico
nessa vontade mítica de encolher distâncias.
Quero o aperto tísico do abraço na cama.
Mais atrito íntimo reverberando a parede sólida.
Quero mais do que esse mero conceito de me abrir a porta.
Prefiro a liberdade atual em escolher
quem não vai aquecer minhas costas
e o respeito crescente que tenho por elas
é o que me faz deixa-las descobertas agora.
Sigo concretizando o que creio ser a certeza que me concentra.
Quem sabe no meio do caminho a procura me encontra?...
Carola Bitencourt
08/05/2012
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