Mais uma vez veio a noite
varreu o claro espanando a vela acesa
Mais uma vez o cansaço e a destreza de se jogar na cama
antes trono de horas cobertas de estudo musical e filosófico
Agora banheira de formol
objetivo cínico: outro dia laboral
Tive o vislumbre na borda da hora
uma vista meio apagada no foco borrado
uma vontade sem verdade estórica
outra manha ignorada na carência eufórica
metade silêncio e outro meio vício
Rascunhei alguns palpites
Salvei serenatas inativas
pestanas de trastes desconectos
até cair novamente na natural dúbia notívaga
Meu sono, minha corda, minha bebida.
Carola Bitencourt
17/04/2012
17 de abr. de 2012
9 de abr. de 2012
não há um dia sequer em que meu violão não me traga a lembrança dele.
todas as vezes que passo no catete, me lembro dos gatos e do lanche/almoço pão de forma e iogurte.
se estou triste o replay instantâneo da sua voz me vem ao ouvido dizer que é desnecessário adiantar o inadiável.
a saudade é um balde transbordante do melhor vinho!
desperdício impropício de tanto sentimento proporcionalmente sem sentido.
que falta me faz M.C.R.F.
todas as vezes que passo no catete, me lembro dos gatos e do lanche/almoço pão de forma e iogurte.
se estou triste o replay instantâneo da sua voz me vem ao ouvido dizer que é desnecessário adiantar o inadiável.
a saudade é um balde transbordante do melhor vinho!
desperdício impropício de tanto sentimento proporcionalmente sem sentido.
que falta me faz M.C.R.F.
19 de mar. de 2012
Papai Paulo me suspira
umas me tiras do on vido
Não inspira pelos pulmões,
mas dá sopro de força aos dedos
batendo nas telas de letra, pretas
a supetões de martelada
duma mente malacalmada
dormindo na cama durante o dia
pra curar amidalite inflambada.
Limão, chá de sumiço do trampo,
e tempo jogado em hora sem proveito
com único objetivo de ressuscitar células
com antibiótico, anti-sócio, anti-feito
nesse momento a monotonia é a solução
descansar o corpo e não engolir pão: porque dói.
Sopa, água ambiente e muita febre de vontade.
Só vontade, já que a execução foi adiada
pra quando a patologia for apartada.
Despertar o celular de doze em doze
E não esquecer o copo pra descer o remédio
Ironicamente grande pra quem tem as vias fechadas.
Uma folga perdida em casa,
e uma ânsia de não pegar mais vento de madrugada
que obviamente será esquecida
depois de uma semana curada.
Carolina Bitencourt
19/03/2012
umas me tiras do on vido
Não inspira pelos pulmões,
mas dá sopro de força aos dedos
batendo nas telas de letra, pretas
a supetões de martelada
duma mente malacalmada
dormindo na cama durante o dia
pra curar amidalite inflambada.
Limão, chá de sumiço do trampo,
e tempo jogado em hora sem proveito
com único objetivo de ressuscitar células
com antibiótico, anti-sócio, anti-feito
nesse momento a monotonia é a solução
descansar o corpo e não engolir pão: porque dói.
Sopa, água ambiente e muita febre de vontade.
Só vontade, já que a execução foi adiada
pra quando a patologia for apartada.
Despertar o celular de doze em doze
E não esquecer o copo pra descer o remédio
Ironicamente grande pra quem tem as vias fechadas.
Uma folga perdida em casa,
e uma ânsia de não pegar mais vento de madrugada
que obviamente será esquecida
depois de uma semana curada.
Carolina Bitencourt
19/03/2012
14 de mar. de 2012
Não sou uma pessoa de um grande talento incrível.
Sou pessoa de vários talentos pequenos e únicos.
As vezes finjo que o SBP é uma lata de spray e grafito a morte dos mosquitos no ar.
Quando pinto as unhas do pé, imagino que são o branco nos brincos de pérola do quadro barroco de 1900 que pintei em outra época.
Faço uma varredura no disco rígido do cérebro toda noite, ou dia, antes de dormir. E desconecto as mensagens instantâneas entre meu córtex e seus núcleos quando bocejo o último soneca da máquina de pensar.
Se assisto um filme sinto a lágrima escorrer na minha tela por dentro da pálpebra.
Toda vez que escrevo vejo as linhas dos cadernos de caligrafia que eu percebia entre as linhas amarelas do asfalto, ao atravessar a rua de mãos dadas com a responsável.
Sou viciada em caixas de sapato mais que pastas sanfonadas com divisórias.
Começo o banho lavando a mesma coisa que lavo de novo quando termino.
Não sou uma pessoa de um pensamento incrível.
Sou uma pessoa de pensamento aberto!
Carola Bitencourt
Sou pessoa de vários talentos pequenos e únicos.
As vezes finjo que o SBP é uma lata de spray e grafito a morte dos mosquitos no ar.
Quando pinto as unhas do pé, imagino que são o branco nos brincos de pérola do quadro barroco de 1900 que pintei em outra época.
Faço uma varredura no disco rígido do cérebro toda noite, ou dia, antes de dormir. E desconecto as mensagens instantâneas entre meu córtex e seus núcleos quando bocejo o último soneca da máquina de pensar.
Se assisto um filme sinto a lágrima escorrer na minha tela por dentro da pálpebra.
Toda vez que escrevo vejo as linhas dos cadernos de caligrafia que eu percebia entre as linhas amarelas do asfalto, ao atravessar a rua de mãos dadas com a responsável.
Sou viciada em caixas de sapato mais que pastas sanfonadas com divisórias.
Começo o banho lavando a mesma coisa que lavo de novo quando termino.
Não sou uma pessoa de um pensamento incrível.
Sou uma pessoa de pensamento aberto!
Carola Bitencourt
12 de mar. de 2012
O relógio bateu errado
Deixei uma guitarra partida
e um coração quebrado
Um fala muito
o outro pensa pouco demais
Minha vontade agora descansa
entre uma pista redonda
e umas rodas minimalistas
quase o círculo que piso
quando o riso força as vias lacrimais
Olho praquele que deu à deus a deusa
see you later alligator
goood bye!
Carola Bitencourt
12/03/2012
Deixei uma guitarra partida
e um coração quebrado
Um fala muito
o outro pensa pouco demais
Minha vontade agora descansa
entre uma pista redonda
e umas rodas minimalistas
quase o círculo que piso
quando o riso força as vias lacrimais
Olho praquele que deu à deus a deusa
see you later alligator
goood bye!
Carola Bitencourt
12/03/2012
1 de mar. de 2012
Vem me iludir
Me rasgar a cicatriz
Vem me dar o tapa na cara
Por puro gostar da brutalidade
Vem amarrar minha mão ao santo
Vem me cuspir o pranto que jorrei
Traz meu verdadeiro pânico
Em forma de travesseiro
Pra acompanhar os sonhos que durmo
Vem saquear minhas boas lembranças
Corte minha carne cerebral flácida
A fim de expor minha fragilidade
Recrie o monstro debaixo da minha cama
Gargalhe da minha esperança
A ponto de ser o cristo vestido de demônio.
Sove minha sorte com galhos de azar
Corte as asas que acabei de sarar
Bloqueie com muros espessos de cimento
Meu céu azulado e livre
Quebre minha auto-estima em cacos
Aposte todas as fichas no meu fracasso
Seja o capataz
A me laçar as pernas enquanto corro,
meu algoz, a me ralar a pele.
Seja quem você é.
Deixe-me no pó da fogueira
Cinza esfumaçada.
Meu bem,
Só não se esqueça:
Todos esses tratos maus
são curáveis.
E me servem
Pra clarear a consciência.
Quando erguida,
A única coisa que não ressuscitará
Será você
Dentro de mim!
Carola Bitencourt
11/08/2011
Me rasgar a cicatriz
Vem me dar o tapa na cara
Por puro gostar da brutalidade
Vem amarrar minha mão ao santo
Vem me cuspir o pranto que jorrei
Traz meu verdadeiro pânico
Em forma de travesseiro
Pra acompanhar os sonhos que durmo
Vem saquear minhas boas lembranças
Corte minha carne cerebral flácida
A fim de expor minha fragilidade
Recrie o monstro debaixo da minha cama
Gargalhe da minha esperança
A ponto de ser o cristo vestido de demônio.
Sove minha sorte com galhos de azar
Corte as asas que acabei de sarar
Bloqueie com muros espessos de cimento
Meu céu azulado e livre
Quebre minha auto-estima em cacos
Aposte todas as fichas no meu fracasso
Seja o capataz
A me laçar as pernas enquanto corro,
meu algoz, a me ralar a pele.
Seja quem você é.
Deixe-me no pó da fogueira
Cinza esfumaçada.
Meu bem,
Só não se esqueça:
Todos esses tratos maus
são curáveis.
E me servem
Pra clarear a consciência.
Quando erguida,
A única coisa que não ressuscitará
Será você
Dentro de mim!
Carola Bitencourt
11/08/2011
28 de fev. de 2012
Um amor perdido no espaço
sem achar a ponta do laço de estreia
Esse é meu amor
sem feixe de luz
que lhe de direção,
uma flecha lançada sem mira
a despeito do céu rasgado
encontrando o chão,
lacuna aberta da resposta sina
cavada na voz de um violão
Sim.
Ainda amo!
aquele momento insólito de conexão,
as risadas frouxas sem risco de atrito,
os olhos apertados em volta do grito,
as mãos abraçadas em torno da nuca
tantas vezes cansadas e satisfeitas
E falta
Até que recordo da corda no pescoço
as faces viradas acima do dorso
o desdém de ir sem olhar pra trás
a frieza nítida do “não serve mais”
Lembro sorrindo das noites de água,
do cantar soluçado surtindo efeito,
flores nos dias de fraqueza
e beijos de despedida
Até que me vem o motivo
de tanta força pra tornar desconhecido
o tal ar soberbo e obedecido
de acusar meu lado de única causa
prum mar de ódio em que eu não era nascente
uma fúria de vento gelado cortando minha essência
toda a certeza de me querer pra cristo
Matando minha beleza pra dizer que existe
insistindo no erro de fingir
antes que se convença,
criando o alimento podre
como lavagem de porco pra borboletas
Prefiro meu amor de hoje
sem objeto
Nada objetivo
do que o "meu bem" passado.
Suspiro com o que pode amortecer o ontem,
com o futuro incerto
que ainda sonho em acertar em cheio
numa silhueta definida na minha cabeça...
Nem sei se vou encontrar.
Talvez já me baste a quimera
a voz da consciência que volta a me afagar
A ideia absorta em pensamentos cotidianos
dando novo folego
a essa procura sem preocupação de achar
Terei um príncipe encantado em cavalo branco
e nele, selado, galopar, galopar, galopar
alvo flechado
a vista presa no ar!
Carola Bitencourt
28/02/2012
sem achar a ponta do laço de estreia
Esse é meu amor
sem feixe de luz
que lhe de direção,
uma flecha lançada sem mira
a despeito do céu rasgado
encontrando o chão,
lacuna aberta da resposta sina
cavada na voz de um violão
Sim.
Ainda amo!
aquele momento insólito de conexão,
as risadas frouxas sem risco de atrito,
os olhos apertados em volta do grito,
as mãos abraçadas em torno da nuca
tantas vezes cansadas e satisfeitas
E falta
Até que recordo da corda no pescoço
as faces viradas acima do dorso
o desdém de ir sem olhar pra trás
a frieza nítida do “não serve mais”
Lembro sorrindo das noites de água,
do cantar soluçado surtindo efeito,
flores nos dias de fraqueza
e beijos de despedida
Até que me vem o motivo
de tanta força pra tornar desconhecido
o tal ar soberbo e obedecido
de acusar meu lado de única causa
prum mar de ódio em que eu não era nascente
uma fúria de vento gelado cortando minha essência
toda a certeza de me querer pra cristo
Matando minha beleza pra dizer que existe
insistindo no erro de fingir
antes que se convença,
criando o alimento podre
como lavagem de porco pra borboletas
Prefiro meu amor de hoje
sem objeto
Nada objetivo
do que o "meu bem" passado.
Suspiro com o que pode amortecer o ontem,
com o futuro incerto
que ainda sonho em acertar em cheio
numa silhueta definida na minha cabeça...
Nem sei se vou encontrar.
Talvez já me baste a quimera
a voz da consciência que volta a me afagar
A ideia absorta em pensamentos cotidianos
dando novo folego
a essa procura sem preocupação de achar
Terei um príncipe encantado em cavalo branco
e nele, selado, galopar, galopar, galopar
alvo flechado
a vista presa no ar!
Carola Bitencourt
28/02/2012
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